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Embora em Akaŝa algumas pessoas cultuem alguns heróis, santos e sábios como se fossem deuses, só quatro deuses são unanimemente reconhecidos como deuses verdadeiros, as duas deusas-mães e seus filhos.

Mas, o que é um deus? O que diferencia um deus de todos os demais seres conhecidos?

O mais óbvio é o poder. MUITO poder. Um deus tem uma capacidade de armazenar a energia mágica (mana) e a espiritual e manipulá-las em um grau que nós nem conseguimos bem imaginar.

Enquanto a conjuração de um grifo consome toda a energia de um mago poderoso, um dragão pequeno e jovem não pode ser conjurado por menos de cinco magos, já um deus pode conjurar cinco dragões do tamanho de uma casa por dia.

Os deuses são capazes de ouvir as milhares, talvez milhões de preces rogadas a eles por dia, distribuir bênçãos ou maldições em larga escala, “visitar” os planos espirituais com facilidade, criar objetos materializando energia espiritual (esta é a técnica mais avançada cobiçada pelos alquimistas, veja detalhes nas armas de cada deus).

Além disto, os deuses não têm as necessidades básicas dos outros viventes, como comer, dormir ou fazer sexo. Resistem aos ambientes mais inóspitos, sem água, sem ar, sem fontes de mana, etc.

O que não quer dizer que eles não possam desfrutar de todas estas coisas por vontade própria. Piro é o deus que mais gosta destes prazeres mundanos: gosta de caçar e cozinha com prazer, sendo considerado o maior mestre-cuca do planeta, também adora música, é o único que consegue tocar violoncelo com dois arcos, ele festeja bem próximo de seus discípulos, gosta de vê-los dançando e cantando ao seu lado.

E mais do que tudo, Piro adora as belas mulheres humanas e também muitas diabas e súcubos. Não há continente mais cheio de semideuses que Fajr-Regno. Ele sempre mantém várias sacerdotisas perto dele e ama a todas intensamente (em todos os sentidos). Solteiras ou casadas, ele gosta de galantear a todas.

Os deuses também costumam se apresentar com várias aparências diferentes, quando acham que convém. Em sua forma original os deuses tem 6 metros de altura (exceto Piro, com apenas 4), parece pouco para seres de tão grande poder, mas isto não os limita em nada, eles podem se manifestar com o dobro do tamanho ou aparecer para seus seguidores com a mesma estatura destes (o que acontece mais).

Jara gosta de assumir sua forma de sereia mais do que sua forma humanóide, mas sempre com os cabelos negros e lisos, olhos azuis claros e todos os traços pelos quais é conhecida. Raramente Jara disfarça sua aparência para sondar de perto seus seguidores sem ser conhecida.

Piro não costuma mudar muito sua aparência original, embora algumas vezes seja retratado apenas com 2 e não os 4 braços que lhe são tão particulares, e quando participa de festas com seus seguidores, aparenta menos musculoso que de costume, principalmente ao tocar algum instrumento; Tamuz quase nunca é visto, principalmente nos últimos séculos, então nem se sabe ao certo qual aparência ele anda assumindo, o que se sabe é que ele não gosta de aparecer com o terceiro olho que foi aberto devido Piro ter-lhe cegado uma vez.

Anĝelina é a que mais gosta de mudar a forma com que se apresenta (ou gostava, já que nos últimos séculos ela anda aparecendo cada vez menos a seus fiéis): ora é retratada com cabelos negros como a irmã, ora como loira, e também já falaram que seus cabelos pareciam feitos de luz, totalmente brancos e brilhantes, etc.

Em sua forma original, Anĝelina tem 4 belas asas parecidas com as das libélulas, que segundo alguns, quando ela voa, o barulho do bater das asas é ouvido em todo Ajros. Mas ela também é retratada com asas como dos Anjos (seus preferidos) e sem asa nenhuma. Seus olhos normalmente são verdes, mas já os usou azuis, em alguns eventos que participou com Jara, e, durante a mocidade de Piro ela usou olhos vermelhos (a quem diga que já a viu levemente ou totalmente ruiva neste época também), voltando para o verde quando se decepcionou com o filho, e às vezes apresenta-os totalmente brancos ou totalmente negros de acordo com seu humor.

Por motivos históricos, descritos posteriormente, os deuses buscam não interferir muito (e cuidado, pois este “muito” é bem relativo) nas decisões dos outros deuses. Sendo assim, cada um acabou se distanciando dos outros, o que resultou que cada um criasse também um continente próprio, onde, se sua religião não é lei absoluta, é pelo menos dominante. Jara ficou com Akvlando, Anĝelina com Ajros, Piro criou Fajr-Regno, e Tamuz criou Gaja. A Ilha dos Exilados, ou Ilha dos Excluídos é tida como terra de ninguém, embora Ades, um falso deus, tenha ganhado muito poder por lá.

Outra curiosidade quanto aos deuses é que eles têm um desenvolvimento muito mais lento que qualquer outra raça (ao menos os deuses-filhos, pois se acredita que as deusas-mães já surgiram adultas, com todo o poder e sabedoria, e continuam gost jovens por todos estes milênios). Piro e Tamuz, aos 50 anos, aparentavam ainda ser meninotes de 5, Piro só começou desenvolver seus poderes aos 150 anos e Tamuz só depois dos 200 anos. Ambos só adquiriram a forma de adulto aos 500 anos.