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Fajr
1) BURNABAD A) ILHA JURÁSSICA
2) MAHIJAR B) CENTAŬREJO
3) HESÉD C) A FORNALHA e DESERTO DE RATNÆL
4) ĴEVURÁ D) DESERTO DO SAL
5) JEZOD E) DESERTO DE ĴEVURÁ
6) JOD a) PONTAS DA MORTE
7) DAKŜAN b) GRANDE ROCHOSA
8) NETSÁ c) CÍRCULO DO FIM DO MUNDO
d) GRANDE LAGO
e) DESFILADEIRO SELVAGEM


GeografiaEditar

Fajr-Regno (pronuncia Fáir Reg-no), o "Reino do Fogo", é um continente tomado por desertos e montanhas; seu principal (e quase único) rio é o Rio da Deusa, que corta a cidade de Mahijar (pronuncia Ma-rrí-iar).

Como os recursos hídricos de Fajr-Regno são limitados, sua fauna e flora também são escassas. A vegetação predominante são as cactáceas, e áreas de cerrado próximo às principais cidades. A única área de vegetação mais densa fica no meio do continente, na região das cidades centáuricas, que é banhada pelo Riacho Doce e o Riacho Áspero, que se juntam formando o Rio Águia. Algumas cidades centáuricas são fechadas às demais raças, mas apesar disto o convívio entre Centauros e Humanos tem sido pacífico, sendo que os humanos têm passagem livre pelo território de caça dos centauros, desde que não invadam as cidades fechadas e respeitem algumas regras básicas.

Em contra-partida, a natureza mineral de Fajr-Regno é riquíssima: 50% de toda a prata já extraída em Akaŝa e mais de 80% de todo o ouro vieram de Fajr-Regno. Para se ter uma leve ideia, a Grande Rochosa é um paredão de mais ou menos uns 260-280 metros, em forma de um único bloco, onde a maior parte das “rochas” são metal puro.

Com toda esta riqueza mineral, os fajrenses se tornaram os maiores artífices de Akaŝa. Fajr-Regno se destaca por alguns projetos grandiosos de mecânica e engenharia:

  • Um dos grandes feitos da mecânica arquitetônica de Fajr-Regno é o seu Aqueduto Reverso (estas linhas cinzas no mapa): A maior fonte de água doce de Fajr-Regno está embaixo da terra, num enorme lago subterrâneo de proporções desconhecidas. Piro fez com que uma parte deste lago subterrâneo passasse pela Fornalha, o maior vulcão de Fajr-Regno, situado no meio do Deserto de Ratnæl. Este deságue se dá numa câmara fechada, e portando produz uma enorme quantidade de vapor, em alta pressão, e este vapor é todo canalizado no Aqueduto Reverso. O aqueduto é chamado de reverso porque a água, ao invés de correr na parte de baixo dele, corre pela parte de superior em forma de vapor, e vai se condensando e sendo captado em pontos específicos. Muitas vilas e cidades só puderam surgir graças ao aqueduto reverso, entre elas, Ĵevurá, Jezod e Jod.
  • Entre Jezod e Jod encontra-se também o Grande Lago, um enorme lago artificial do tamanho de uma cidade, que foi escavado na rocha. Todo ano Piro convida alguns magos azuis de Akvlando para ajudarem encher o Grande Lago. A maioria dos magos aceita o convite espontaneamente, mas alguns outros vão de livre e espontânea pressão. Uma das coisas que Piro aprendeu sobre a Prana, é que alguns magos podem converter mana de um tipo em outro, assim ele canaliza a mana do fogo de seu corpo para o corpo dos magos azuis, que em sinal de gratidão convertem parte desta mana em mana da água, fazendo com que o Grande Lago se encha. Claro que isto é um ato voluntário, se um mago não desejar ajudar encher o lago ele pode ficar com toda a mana vermelha cedida por Piro sem convertê-la em mana azul. O único inconveniente para o egoísta é que neste caso o excesso de mana vermelha faria seu corpo queimar. Mas até hoje nenhum voluntário foi egoísta, e colaboraram voluntariamente com o convite.
  • Festa de Balonagem. Os humanos são sempre gananciosos, e sonham em ganhar céus e mares desde sua aparição no planeta. Surgiram muitas histórias de aves e seres alados gigantes capazes de carregar cavaleiros pelos ares, mas até hoje os únicos seres que se mostraram capaz de carregar um humano adulto em vôo são os dragões e pégasus, ambos bem difíceis de serem achados. Há quem diga que os grifos também podem servir de montaria voadora, mas um grifo se deixar ser montado é algo tão ou mais difícil que montar um dragão. Até hoje só se conhece lendas... Mas então como os humanos realizaram seu desejo de voar? Os fajrenses aprenderam usar o ar quente em enormes balões, e mais tarde aprenderam também como fazem balões dirigíveis, surgindo até a tradição da “Festa de Balonagem”, no primeiro dia do verão. Hoje os fajrenses já estão na “Terceira Era dos Céus”, e nas grandes cidades podemos ver de quando em quando algum aventureiro riscando os céus com suas máquinas planadoras.
  • O Über. Os fajrenses sempre foram generosos em seus exageros; os invejosos (principalmente gajanos) dizem que isto é uma tentativa de compensar alguma outra coisa (se é que vocês me entendem); já os mais chegados dizem que a “generosidade” dos fajrenses tem muuuuita razão de ser, e quem duvida que pergunte para as mulheres que tiveram o privilégio de receber o “carinho” dos fajrenses, principalmente os do norte (se é que vocês continuam me entendendo!). Mas controvérsias à parte, o Über é uma das criações nada modestas dos fajrenses. Trata-se de uma nave náutica em forma ogival, toda feita em aço-16 (liga mais resistente já feita em Akaŝa), de proporções gigantes. O Über foi criado para atravessar o inatravessável Maro de La Morto (Mar da Morte) e levar os humanos até a Ilha Jurássica. Antes do Über não se tinha notícias de ninguém que tinha vencido o Maro de La Morto, muito menos alguém que tivesse ido e voltado até a Ilha Jurássica, para se ter uma idéia, nem mesmo Piro conseguiu atravessar tal mar (Embora ele tenha ido até a Ilha Jurássica pelas Pontas da Morte). Entre os problemas encontrados no Mar da Morte estão um tipo de ser com tentáculos enormes (enormes literalmente, imagine algo três vezes mais grosso que a maior serpente de Akaŝa), capaz de destruir todo tipo de embarcação fora o Über. O Über é dividido em 4 seções que permite que ele possa ser girado 360° sem que isto atrapalhe a distribuição de ar de seus tripulantes.


GovernoEditar

Apesar do nome, Fajr-Regno não é governado por reis, o próprio deus Piro é o governante supremo. Mas Piro, que como deus já não faz questão de ser adorado, como regente é extremamente liberal, e só interfere nas questões políticas em casos extremos e raros.

Assim, cada cidade ou mesmo vila tem liberdade de instituir seus sub-governos, sendo algumas governadas na prática pelo exército, outras pelos juízes, outras por ambas e algumas por nenhum. Algo muito difícil de ser compreendido por quem é de outro continente, pois nem as leis nem o exército são homogêneos.

Em alguns lugares, como em Burnabad, o exército tem apenas três patentes: soldado (ou amazona), líder e coronel, em outras como Ĵevurá (pronuncia Jevurá) além das patentes militares tradicionais (sargento, tenente, major, etc.) o exército ainda é subordinado aos juízes. Em Mahijar o exército de Fajr-Regno co-existe com o exército da Escola Izete, em cidades como Jod nem existe exército.

Burnabad é a capital econômica de Fajr-Regno, Ĵevurá é a capital jurídica e Mahijar é a capital política e cultural. Poucas são as cidades que cobram impostos. Todo jovem é obrigado servir o exército por pelo menos 3 anos e isto inclui todas as mulheres, daí é fácil deduzir que Fajr-Regno é o continente com maior número de amazonas.


ReligiãoEditar

A liberdade religiosa no continente também é grande. Alguns mais entusiasmados chegam mesmo a dizer que a liberdade religiosa em Fajr-Regno é igual a de Akvlando, mas isto é discutível. Seja como for, o continente tem menos templos dedicados à Piro que templos de qualquer outro deus verdadeiro.

É também o continente que mais liberdade dá aos Demônios (isto excluindo a Ilha dos Exilados como continente), nas grandes cidades os demônios são facilmente encontrados nas ruas, alguns chegam até fazer parte do exército de Piro e têm direitos e deveres igualados aos dos Humanos. O número de híbridos entre humanos e demônios também tem aumentado no continente.


ComércioEditar

Fajr-Regno é um continente fisicamente bem isolado dos demais, e com uma marinha mercante muito escassa, portanto suas relações comerciais com os outros continentes não são tão intensas como gostariam.

Seu principal parceiro comercial é Akvlando, responsável por 60% da exportação direta e 20% da exportação indireta de Fajr-Regno, e também por cerca de 75% das importações diretas ou indiretas.

Fajr-Regno é tão dependente de Akvlando que, sempre que tem uma disputa contra Gaja, Gaja busca fazer de tudo para afastar o apoio comercial entre Akvlando e Fajr-Regno. Nas Guerras de Reconquista, Gaja conseguiu tomar quase toda a cidade de Burnabad e impedir que qualquer navio de Akvlando chegasse ao continente pelo sul, e com isto Fajr-Regno quase entra em total colapso.

A grande sorte de Fajr-Regno é que seus principais produtos são de extrema utilidade e caros: armas, ferramentas, minério bruto e jóias. 80% de todo ouro, 50% de toda prata e 75% de todo ferro de Akaŝa vem de Fajr-Regno, e o continente também possui muitas jazidas de pedras preciosas.


Principais produtos importados de:

Akvlando: Sal, frutos do mar, horticultura, frutas e carne (estes geralmente vindas de Gaja), perfumes, armas mágicas, jóias finas, madeira (vinda de Gaja), especiarias.

Gaja: Carne (principalmente de porco, e boa parte intermediada por Akvlando), frutas e bebidas diversas (intermediadas por Akvlando), madeira, móveis, especiarias, roupas de couro ou pele (às vezes intermediadas por Ajros).

Ajros: Grãos, farináceos, produtos finos (como perfumes, azeite, seda), mel, especiarias, óleos aromáticos.


Principais produtos exportados para:

Akvlando: Minério, armas, ferramentas, artigos náuticos variados, instrumentos musicais, especiarias, armaduras (metal e couro), jóias (brutas e trabalhadas), artigos para culinária, couro, artigos para alquimia e artigos ligados ao misticismo em geral (incluindo todo tipo de item com ou para magia "suspeita").

Gaja: Ferramentas, armas e armaduras de metal (quase sempre intermediadas por Akvlando), utensílios variados, instrumentos musicais, jóias (brutas e trabalhadas), especiarias.

Ajros: Minérios, ferramentas, especiarias, instrumentos musicais, utensílios variados, produtos de vidro dos mais diversos.