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Garagata
É a maior ilha de Akvlando, localizada na parte nordeste do continente. Nos tempos atuais a ilha é totalmente cercada por uma grossa muralha que tem mais de 20 metros de altura e também cercada por torres encantadas de intervalo em intervalo, para tentar dissuadir quem nela pense em entrar, ou dissuadir o que quer que ainda exista lá de sair.

Até dois milênios atrás, Garagatá era uma ilha próspera de Akvlando. Mesmo não sendo um reinado, era quase tão importante quanto Jarailê, chegando algumas vezes a ofuscar outros reinos.

Para não perder demasiado tempo com detalhes, o motivo da decadência de Garagatá se deu quando alguns de seus cidadãos começaram se envolver com uma seita que ficou conhecida apenas como A Seita. Esta seita envolvia a magia negra, e seus adeptos buscavam facilitar o acesso de seres infernais ao plano material.

Por volta de 520 a.P. Ýar (como se escrevia o nome de Jara no idioma Sella, pois naquele tempo o Esperanto não tinha sido criado) ordenou que fossem presos os adeptos da Seita. Muitos foram presos, mas A Seita continuou fazendo novos adeptos. Ýar então decretou a pena de morte para seus adeptos. O movimento enfraqueceu, mas alguns necromantes continuaram abrindo portais interplanares e praticando rituais de magia negra. Por algumas décadas e situação ficou assim.

Com isto, o nível de mana negra na ilha ia só aumentando. Uma peste (que muitos atribuem à concentração de mana negra irregular) começou assolar a ilha.

Os cidadãos de Garagatá eram muito orgulhosos, e isto não se restringia aos adeptos da Seita. Alguns adeptos da Seita começaram a ficar poderosos e desafiar os governos, declarando inclusive que A Seita iria crescer em outras ilhas e se tornar tão forte, ou até mais, que as igrejas das deusas. Foi aconselhado aos governantes da ilha que tomassem medidas mais rígidas contra a Seita, mas embora alguns tenham seguido o conselho, outros preferiram barganham com propostas tipo "primeiro dêem mais poder aos governantes de Garagatá, depois então acabaremos com a Seita". E assim ficou a situação por anos.

No ano de 359 a.P. Ýar decretou finalmente "acabem logo com esta palhaçada, ou EU vou acabar". Com isto os membros da Seita ficaram ainda mais arrogantes; alguns chegaram até a acreditar que se a Seita resistiu até então, ela poderia é crescer ainda mais e ao invés de ser acabada por Ýar, ela que iria acabar com os poderes da deusa.

Como eles não retrocederam, no fim de 358 a.P. Ýar amaldiçoou a ilha e também fez com que toda mana azul saísse e não mais entrasse na ilha, ficou proibido também que todo humano ou sirena entrasse na ilha, embora quem lá tivesse ainda podia sair se mostrasse não seguir A Seita. Assim a ilha enfrentou uma terrível seca, a peste que já vinha assolando a ilha ficou ainda mais forte, e várias outras doenças apareceram devido a ausência de mana azul. Tudo começou morrer, plantas, animais... Os magos negros viram seus poderes aumentar, pois a mana negra aumentava ainda mais à medida que a azul abaixava, mas acabaram percebendo que mesmo ficando mais poderosos, eles não tinham poder para vencer a peste em seus próprios corpos, devido à falta de mana azul.

Em pouco tempo a população de Garagatá foi reduzida drasticamente e finalmente medidas foram tomadas para se combater A Seita. Centenas de pessoas se arrependeram e fizeram sacrifícios, promessas e vários tipos para obter o perdão de Ýar, muitos abandonaram a ilha, outros tantos morreram pela peste ou foram mortos pelos adeptos da Seita ou foram mortos por serem adeptos da Seita. Mas como o orgulho humano é mais duro que aço, muitos preferiram morrer lutando a abrir mão do poder.

Só depois de três anos (355 aP portanto), depois da população de Garagatá já se resumir a poucas centenas de desgraçados, que sobreviviam do lixo e da lama, que Ýar deu seu perdão e permitiu que a mana azul voltasse a fluir na ilha.

Mas aí algo curioso aconteceu: mesmo depois de suspensa a maldição da deusa, a mana azul não fluiu como se esperava, nem a negra se dispersou como se esperava. Muitos portais interplanares foram fechados, mas não se conseguiu fechar todos, e a peste ainda continuou assolando a ilha. Voltou a chover na ilha, e algumas plantas começaram a nascer novamente, mas elas não eram mais como as plantas que um dia foram.

Apesar do perdão, Ýar não foi à ilha tentar forçar o fluxo mágico voltar ao normal, mas permitiu que os magos azuis que o quisessem fazer o fizesse. Porém os magos também não conseguiram regularizar o fluxo. Para os pranistas, este foi um dos episódios em que a vontade da Prana se fez prevalecer acima da vontade dos deuses.

Para piorar, as chuvas que caíam na ilha ainda faziam com que a água contaminada física, mágica e espiritualmente, chegasse a outras ilhas. Então foi decretado que os poucos que ainda viviam lá não mais poderiam sair, devendo morrer pelos frutos da Seita, e a muralha ao redor da ilha começou ser construída.

Ainda hoje a forte concentração de mana negra que emana da ilha pode ser sentida por quem tem sensibilidade mágica. A mana azul continua baixíssima, e a verde também. Nunca mais choveu na ilha. Acredita-se que não exista mais o mínimo resquício de vida na ilha, ainda assim há boatos (sempre há boatos) de pessoas que estando nas montanhas de La Torĉo (único lugar que dá para observar Garagatá por cima da muralha), teriam visto algumas "coisas" se movimentando nas ruínas como se fossem seres vivos.

Aqui fica alguns pontos: antes de se tornar uma "cidade fantasma", Garagatá foi muito próspera, com muitas cidades cheias de riquezas, estas riquezas (que vão desde utensílios comuns até estátuas de ouro puro e também tesouros da Era Ancestral) não foram tiradas de lá na época em que abandonaram a ilha devido a maldição de Jara e nem quando a muralha começou a ser construída, portanto certamente ainda tem muita coisa lá dentro, portanto não faltam aventureiros dispostos a passar a muralha em busca destas riquezas. Mas de todos que se arriscam a tal, quase não há relatos de quem tenha voltado, e dos raríssimos que dizem ter voltado, a maioria morreu depois de poucos dias ou no máximo em alguns meses, vitimados por doenças terríveis (provavelmente a peste) e sem ter conseguido trazer muita coisa de dentro da ilha.

Outro ponto que muitos tentam ignorar e esquecer, é que nem todos os portais interplanares foram fechados; então é possível que criaturas infernais ainda possam estar passando por estes portais, embora ainda não se tenha notícias de que alguém tenha visto estas criaturas passando da muralha.

Outra teoria que não é de toda absurda, é que a peste, A Seita e as maldições podem ter criado um ambiente propício para que os poucos sobreviventes que lá tenham ficado, ou mesmo alguma coisa que pudesse ter nascido depois (o que é mais difícil), tivessem se tornado espécies de mortos-vivos. E esta teoria pode muito bem coexistir com aventureiros que teimam em entrar na ilha e com criaturas infernais que podem estar passando pelos portais.