FANDOM


Por muito tempo a maioria das pessoas se convenciam que a Era Ancestral nunca existiu. Ainda hoje há muitos que afirmem que isto não passa de lendas.

O que sabemos da Era Ancestral vem de suas ruínas. Alguns demônios afirmam também que o conhecimento da história desta Era (incluindo seus idiomas), está toda preservada no plano espiritual infernal, pois que quem vive lá no plano, já vivia aqui durante a Era Ancestral. Por comparação, podemos supor que também devem haver indivíduos do plano espiritual celeste que detém este poder.

Nestas ruínas foram encontrados alguns escritos que nos levam a crer que existiam pelo menos 4 idiomas naquela Era. Um deles é chamado de Traarnak, os outros nós chamamos apenas de idioma 1, 2 e 3.

Dos idiomas 1,2 e 3 poucos especialistas se dão o trabalho de pesquisar. Até hoje ninguém descobriu muito sobre eles.

  • O idioma 1 é escrito com hieróglifos, e seus escritos estão em todas as paredes das ruínas e inúmeros artefatos. Ao que parece o povo que o usava era o que usava a escrita de forma mais intensiva.
  • O idioma 2 parece ser alfabético, formado de pelo menos 36 sinais regulares. Parece ser usado por um dos povos mais avançados, pois nas ruínas onde foram encontrados escritos com este idioma, encontraram também muitos artefatos impressionantes, alguns de substâncias que até hoje não conseguimos identificar ou recriar. A arquitetura destas ruínas são também muito ímpares.
  • O idioma 3 tem um alfabeto que em parte se parece com o Sagajlo (há pelo menos onze letras iguais em ambos idiomas), o povo que o usava parecia muito ligado à magia, suas ruínas costumam ter sempre muitos labirintos e são as mais bem preservadas da Era ancestral.

Há quem diga haver ainda mais um idioma desta Era, um tipo de escrita cromática, em que são desenhados vários pequenos dragões enfileirados, cada um com três ou quatro cabeças, e que cada um tem uma sequência de cores de cabeças.

O Traarnak é o único idioma que chegou à nossa Era, embora sejam bem raros os que conhecem algo do idioma, e mesmo entre estes, é pouco provável que algum de fato o domine bem.

Ele é também chamado de “idioma dos bruxos”. O Traarnak é um dos idiomas que conhecemos, ainda que pouco, graças aos demônios. Eles que revelavam vários significados de vários documentos encontrados. Segundo alguns, este conhecimento foi revelado principalmente na época da Seita, sendo este um dos motivos para muitos acreditarem que o Traarnak é um idioma amaldiçoado.

Seja como for, entre escritos das ruínas ancestrais, o Traarnak é o que tem mais material, principalmente livros. Ele é um idioma com alfabeto rúnico, mas que também usa muitos símbolos, outra curiosidade é o uso intensivo dos números, obviamente porque a magia usa muita numerologia. Os magos que usavam o Traarnak tinham várias formas de escrever para confundir até outros magos que também usavam o idioma: escrever tanto da direita para esquerda como o contrário, ou até de cima para baixo, misturar símbolos e abreviações no texto, etc. Assim só o mago e seus discípulos poderiam decifrar.

Usam várias palavras com vários significados, um olho poderia significar de fato "olho" (numa receita de poção), ou "visão", ou "luz", ou "único", ou "bem". Alguns magos modernos usam as armas de poder para representar os deuses ou elementos deles ou ainda qualidades. Assim um leque pode se referir à Anĝelina, ou ao ar, ou à luz, ou a pureza; uma espada pode representar Piro, o fogo, o poder; um tridente pode representar Jara, a água, a sabedoria, a sedução; uma clava pode representar Tamuz, a terra, a força, a justiça...

O nome do idioma já é o primeiro mistério, uma corrente diz que "tra" vem de tempo distante, "traa" seria algo como antiquíssimo, "rn" seria uma sílaba mística, simbolizando a magia ou magos, e "ak" é o número 1, que pode significar único ou união.

Outra corrente diz que cada letra corresponde a uma runa antiga: T - Taĵdá (nascimento) R - Ra (calor) A - Alaba (água) A - Aarn (vento) R - Ruskudi (morte) N - Nanva (veneno) A - Angulá (cristal) K - Kanjoua (cadáver).

Existe ainda registros de que em algumas ruínas foram encontradas a palavra Arnak como um possível nome, provavelmente de um mago poderoso. Traarnak seria então "ancestrais de Arnak".

A numerologia tem alto valor nos documentos em Traarnak, e estes números são o que mais conhecemos hoje, eles têm alto valor místico, sendo usado de profecias a rituais e cada número representa várias palavras também. O sistema de contagem antigamente tinha base seis, ainda hoje há muitos vilarejos que ainda usam este sistema de medida, eles contam até seis, depois de dúzia em dúzia até a grosa, para ter um número como 8 ou 15 dizem "seis mais dois" ou "inteiro mais dois" ou então "dúzia mais três".

  • 1 - Ak - representado com um traço, um ponto ou um círculo - representa único, diferente, pode tanto simbolizar o isolamento (um que se faz diferente dos demais) quanto união (vários que se tornam um)...
  • 2 - Du - representado como dois traços, uma cruz, dois pontos ou uma elipse - representa todos os opostos (bem/mal, frio/calor, vida/morte...), dúvidas, paradoxos...
  • 3 - Ve - representado por três traços, três pontos ou um triângulo - representa um tempo menor frente um grande (como um dia em relação a semana ou mês em relação ao ano), orientação, rumo (tanto que alguns textos a direção da escrita é marcada por um triângulo isósceles), parte, separação...
  • 4 - La - representado por um quadrado, duas elipses entrelaçadas, pela runa "F" ou um traço com um ponto em cada lado - representa um ciclo, harmonia, transição, diversidade, estabilidade...
  • 5 - Lo - representado por um pentágono, estrela de cinco pontas ou por uma mão - representa desarmonia, algo muito cheio mais não completamente lotado, alguma coisa inacabada, fuga ou desistência, e representa tanto o calor como o frio...
  • 6 - Si - representado por um hexágono ou um círculo, normalmente um círculo cheio ou um círculo quebrado para separar do 1 que também é representado por um círculo, mas às vezes esta confusão é propositada - representa um todo, algo pleno, perfeito, acabado, fartura, excesso, gratificação...

Os demais números são dados por adição ou multiplicação, outra fonte de confusão, pois sidu (6 e 2) pode tanto significa 8 como 12.

Existem três números que são especiais, chamados de números caóticos: o 7, o 13 e o 21. Como o 6 representa algo completo, o 7 é algo além do que já é completo, por isto é caótico. O 13 também representa algo além do completo, pois é mais que uma dúzia mas não consegue ser duas vezes 7, é algo que não se divide, algo que sobra mas não é completo. A numerologia do 21 ainda é mais desconhecida, por ser 3 em 7 ou vebasafo, uns dizem que ele pode ser "a ordem (3 representa direção) no meio do caos", é também o primeiro número além do que pode ser representado por um poliedro perfeito (o último poliedro perfeito é o icosaedro, nosso conhecido D20), é portanto "o que não pode ser representado".

  • 7 - Asafo - representado por um heptágono, por um círculo cortado por um traço, por um espiral ou por um símbolo que parece dois "z" um encima do outro - representa o caos, o misticismo, a força mágica, a loucura, o mistério, e de tudo que for exagerado seja para o bem ou para o mal, é o excesso para além da fartura, o insuperável.
  • 13 - Kabidas - representado um octógono ou por três traços verticais seguidos de três traços horizontais - representa o mistério, o perigo, o destino, o fatalismo, a morte, o que foge à regra, a exceção, o inimaginável; alguns especulam que, se o 7 representa o excesso para o bem ou para o mal, o 13 representa o excesso apenas para o mal.
  • 21 - Mar - representado por um asterisco ou uma estrela com várias pontas ou uma flor, em geral uma rosa - não sei ao certo o que representa, pode ser "a ordem no meio do caos" (vebasafo, 3 EM 7) ou "uma parte do caos" (veasafo, 3 E 7), pode representar o excesso para o bem e pode também ser a origem para a palavra MAHA, que quer dizer "maior, mais importante".