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Os humanos são a raça que mais cria idiomas em Akaŝa, e isto parece refletir a desunião de sua própria raça. Todas as demais raças inteligentes têm apenas um idioma próprio e no máximo alguns dialetos que não chegam a representar grande mudança do idioma racial (isto não é válido para os demônios, mas eles não são considerados raça de Akaŝa), já os humanos já tiveram mais de 1000 idiomas, e cada um com dezenas de dialetos.

Hoje em dia o número de idiomas humanos e principalmente de dialetos tem diminuído drasticamente, e embora alguns achem que isto representa uma perda grande para a cultura humana, outros comemoram.

Um grande número de idiomas que já estão mortos, dos quais apenas algumas expressões ainda são conhecidas, e também outros idiomas em vias de extinção, que possuem poucos falantes em Akaŝa, são conhecidos apenas como Idiomas Antigos. Então é comum às vezes ouvirmos algo como: “A expressão X, que vêm do idioma antigo, significa Y”... É importante não confundirmos IDIOMAS ANTIGOS com Idiomas da Era Ancestral.

Algumas pessoas insistem em continuar aprendendo os idiomas antigos e até em decifrar os idiomas ancestrais porque creem que ainda existam muitos documentos ligados a magia que não foram traduzidos. E algumas formas de evocação mágica permanecem nestes idiomas até hoje, como p.ex.: “Per Piro fayrus invocat” ou “Oblikteriöt” e também algumas expressões, como a saudação “Anêsmá”.

Asokay Editar

Se estiver certa a teoria de que os humanos surgiram primeiro em Akvlando, e não em Ajros, então o Asokay deve ser o idioma humano mais antigo que existe. E o povo Asokay se orgulha disto pois segundo eles o Asokay é “a verdadeira língua de Jara para os humanos”.

Até hoje o povo Asokay vive praticamente isolado do resto do mundo, na Terra dos Esquecidos. Alguns poucos deles aprendem algum outro idioma além do Asokay para se comunicar com os raros “turistas” que aparecem na Terra dos Esquecidos, mas eles não gostam de ensinar seu idioma para pessoas que não sejam de seu povo.

Portanto não adianta procurar um dicionário de Asokay, pois você provavelmente não irá achar (a não ser em uma biblioteca de algum nobre rico e excêntrico que tenha pago muito por isto). Eu mesmo já procurei muito e não achei. As poucas palavras e expressões que conhecemos em Asokay foram ensinadas por algumas sereias que acompanham Jara quando ela vai para a Terra dos Esquecidos. Além do povo Asokay gostar de viver isolado, pois é um povo orgulhoso, o idioma Asokay não tem representação escrita, sendo transmitido apenas oralmente.

Assim, se por acaso você quiser passar umas férias na Terra dos Esquecidos, saiba que a palavra que representa “por favor” e “misericórdia” é “dadaba”; se encontrar algum Asokay, repita-a várias vezes, e repita também o nome da deusa Ýar (Jara) sempre, pois eles são muito fanáticos.

Damba Editar

O damba é provavelmente o primeiro idioma humano a ter representação escrita, seu alfabeto formado por 20 runas. Alguns acreditam que suas runas inspiraram até o alfabeto antigo do Yrdok.

O Damba foi muito falado em Aarv (ilha que não existe mais), Sona e Kabbn (ilhas que se juntaram com as ilhas de Gava e Thygu e formaram Garagatá), Ratana (hoje Foralen) e a região das ilhas incertas e Islandetaro. Isto até aproximadamente 1000 anos antes de Piro, quando ele foi aos poucos dando origem a outros idiomas.

Hoje o damba ainda é falado em Foralen e em vilas rurais e de pescadores, mas vem perdendo cada vez mais sua importância nas grandes cidades.

Garanda Editar

Um dos idioma originado do damba, e que foi idioma oficial de Garagatá. O idioma sumiu quanto a ilha foi condenada para sempre. Quando Jara amaldiçoou a ilha, muitos nobres de outros lugares de Akvlando destruíram vários documentos e principalmente livros escritos em garanda; porém isto foi um ato voluntário. Quando foi erguido o grande muro que isolaria definitivamente Garagatá no resto do mundo, estes nobres obrigaram a todas as pessoas que tivessem qualquer coisa escrita em garanda a destruí-las. Portanto é improvável que hoje ainda se ache algo importante escrito em garanda, e menos ainda quem fale a língua.

Dutannês Editar

Este idioma se parece com o damba misturado com asokay, mas é difícil precisar se ele veio do damba ou o damba que veio dele.

Sua origem são as ilhas Dhudanes ou Dutão, região hoje inexistente que se tornou Gaja e Ajros. O dutannês foi muito popular entre os marinheiros, principalmente em Foralen. Porém, depois da época chamada de “reinados piratas”, o dutannês, que tinha tomado a injusta fama de ser idioma de piratas, perdeu o prestígio, e quase sumiu para sempre.

Hoje há poucas pessoas que ainda falam o dutannês, são principalmente do norte de Gaja, sul de Akvlando, Foralen e também é falado nas Ilhas Solteiras em Ajros. Quando o idioma surgiu, não tinha alfabeto, depois adotou as runas do damba, e depois adotou as letras atuais, com isto obviamente se modificou muito e acabou dando origem a vários dialetos.

Helehienez ou eleienês e Nov-Eleieno Editar

É o idioma humano mais antigo de Ajros, e se estiver certa a teoria que a humanidade começou em Ajros, e não em Akvlando, então é o idioma humano mais antigo que existe.

O idioma no início não tinha alfabeto e nem nome, começou ser chamado de Helehienez porque a região de Ajros onde era falado ficou conhecida na época como a terra de Heleina (ou Heliena), depois que esta heroína conseguiu unir várias tribos que até então eram inimigas.

O eleienês tem um alfabeto próprio com 33 letras, mas como o Yrdok sempre dominou em Ajros, acabou sendo criado o nov-eleieno, que é o eleienês com o alfabeto e algumas outras regras do Yrdok.

Desde a criação do Esperanto, o eleienês começou a perder popularidade, mas como há muita coisa criada em eleienês e em nov-eleieno, o idioma ainda deverá permanecer por muitos anos. Além disto muitos estudiosos humanos fazem questão de manter o nov-eleieno vivo pois ele foi o idioma dos grandes heróis humanos do passado, além de Heleina, tiveram Kalil, Mazéris, Eupardes e outros grandes humanos que se destacaram depois do Segundo Grande Assentamento. Portanto o nov-eleieno ainda é falado em várias parte de Ajros.

Sella Editar

Pode-se dizer que o Sella é o idioma oficial de Akvlando, pois é o mais falado em todo o continente. Há algumas diferenças (nem todas pequenas) entre a forma de se falar Sella no leste e no oeste de Akvlando, e o idioma também possui vários pequenos dialetos.

Porém os marinheiros se adaptaram a este tipo de dificuldade, quando vão falar com alguém que mora longe de sua terra natal, sentem dificuldades no começo, mas aos poucos se acostumam e passam falar normalmente.

Chamar qualquer idioma de Akvlando de "língua de marinheiros" é basicamente redundância, porém o sella é o mais usado por marinheiros, que são uma grossa parte da população do continente formado por ilhas.

O Sella é provavelmente um idioma surgido do dutannês, porém é considerado um idioma mais "simples", aliás esta "simplicidade" do Sella faz alguns chamarem o idioma de "pobre" ou "para pobres". De fato ele é mais falado pelos mais humildades, e a maioria que fala Sella é analfabeta.

Palla Editar

O Palla é às vezes chamado de "o Sella metido à besta". Esta definição pode ser simplista, mas ajuda entender bem a origem.

Como haviam muitas diferenças nas formas de se falar o Sella e como a maioria era analfabeta, as regras do idioma são muito flexíveis. Alguns acham isto uma vantagem do Sella, mas as pessoas mais nobres de Akvlando não aceitavam que o idioma não tivesse uma gramática e uma forma de se falar "correta e culta" e começaram a fixar regras gramaticais na língua. Porém como a "gentalha" não se adaptava, o Sella continuou sendo o idioma das massas, e o Palla se tornou o novo idioma dos cultos de Akvlando.

Então pela primeira vez o fato de um idioma ganhar uma escrita separou os humanos ao invés de unir.

E para destacar ainda mais estas diferenças entre Palla e Sella, nobre e sábios (principalmente estudiosos de magia) fazem questão de que o Palla tenho um tecnicismo marcante. Por exemplo: quase todos os idiomas existentes não fazem diferença entre a metamorfose de alguns animais e a capacidade de seres como as sereias de mudar entre uma forma e outra várias vezes, chamando também "metamorfose" quando a sereia passa para a forma humana ou volta a forma original. Já no Palla existe a palavra "meetamorfee" e "tramorfee", traduzindo para nosso idioma seria como dizer que as sereias tem capacidade de "transmorfose" e não de "metamorfose".

Além da nobreza e dos estudiosos místicos, o Palla é idioma oficial entre as altas patentes do Yüksek Kan.

Krefal Editar

Gaja possui muitos idiomas e dialetos, mas hoje, o mais difundido no continente é o Krefal. Já era um idioma bem falado antes do Ragnarök acabar com quase toda Gaja, inclusive era o idioma da capital daquele tempo: Kerflej.

O Krefal usa o alfabeto atual, e provavelmente foi ele o responsável pela maioria dos idiomas atuais usarem este alfabeto, como o Sella, Palla, Nov-eleieno e até o Yrdok e o Esperanto.

O Esperanto porém tem uma gramática mais simples que o Krefal, porém mais precisa que o Sella, e está cada vez ganhando mais espaço em Gaja, enquanto o Krefal vem se tornando menos falado, embora o número de falantes ainda seja grande, tanto entre o povo como entre os nobres e o Krefal é ainda o idioma oficial do continente.

Baĵi Editar

O Baji, ou para ser mais preciso "Baĵi" é um dos idiomas do sul de Gaja. Como falado acima, Gaja ainda possui muitos idiomas, embora só o Krefal seja considerado "oficial".

Não há muitas curiosidades sobre o Baĵi, mas ele é, depois do Krefal e do Esperanto, o idioma mais falado em Gaja, principalmente nas regiões mineiras.

Tareno e Trans-Tareno Editar

Fajr-Regno, assim como Ajros, já colocou o Esperanto como idioma oficial, mas o Tareno ainda é um idioma oficial do continente.

Toda região a oeste e norte de Centaŭrejo é chamada de "Grande Taren", onde ficam cidades importantes como Burnabad, Mahijar e Jod. As cidades de Dakŝan e Netsá são às vezes chamadas de "Pequena Taren" ou "Nova Taren".

O Tareno é falado tanto por humanos como por demônios e centauros e até alguns poucos anjos que vivem em Fajr-Regno.

Já no norte, entre Mahijar e Jod, e parte de Burnabad e Jezod, a forma de falar é um tanto diferente, e as pessoas chamam este idioma de Trans-Tareno. Embora diferentes e com regras próprias de escrita, o Tareno e o Trans-Tareno são similares o bastante para que os falantes de um dos dois idiomas seja capaz de entender pelo menos 70% do que os falantes do outro idioma diz ou escreve.