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Queen of the sea by paulobarrios-dbiw0cy

(pronúncia: IÁ-RA))

Deusa da água, da vida, da sabedoria, da sedução, mãe de Tamuz.


AparênciaEditar

(OBS.: A imagem é do ilustrador Paulo Barrios, página dele: https://paulobarrios.deviantart.com/art/Queen-of-the-sea-696854482)

Jara tem os cabelos longos, lisos e totalmente negros, seus olhos são azuis-claros como águas-marinhas, ela tem a pele clara, mas pouco menos clara que a de Anĝelina.

Jara é muito sedutora, tem lábios bem avermelhados (até parece batom, mas é a cor natural deles) e gosta de vestir roupas que destaquem suas fartas mamas. Em comparação com humanos, aparenta ser uma mulher madura, entre 30 e 40 anos.

Gosta de usar várias jóias e roupas bem chamativas, normalmente feitas de couro de peixe ou de conchas. Prefere usar mais sua forma de sereia; quando em sua forma humanóide, Jara tem as pernas mais longas (proporcionalmente ao corpo) que as humanas comuns, belíssimas pernas por sinal.

Raramente ela disfarça sua aparência real, faz isto apenas para sondar de perto seus seguidores sem ser conhecida.

Arma e SímbolosEditar

Tridente da Sabedoria ou Tridente do EquilíbrioEditar

O Equilíbrio é a doutrina de Jara, e para seus seguidores representa o princípio da sabedoria, os dentes esquerdos e direito do tridente representam os princípios “patos-pragma”, ou seja: “Paixão e Razão”, e o dente do meio é a escolha consciente entre os dois.

SaysEditar

Os says, que são um tipo de tridente pequeno, têm exatamente o mesmo significo que o tridente; às vezes Jara é representada também por um forcado (com apenas dois dentes), que representam os extremos patos-pragma, mas isto é raro.

Adaga flamígeaEditar

Usada em alguns rituais, a lâmina ondulada representam as ondas das águas. Embora a adaga flamígea represente também o deus Piro, é bom lembrar que as sereias já faziam rituais com ela antes do deus do fogo nascer.

GolfinhosEditar

Depois das sereias, são os animais aquáticos mais inteligentes.

DoutrinaEditar

A doutrina da Jara é chamada O Equilíbrio, e é uma doutrina muito simples, aliás, muitos enfatizam: “parece até simples demais!”.

Os princípios extremos são conhecidos como Patos-Pragma, como já dito acima. Representam a paixão e a razão. O equilíbrio consiste em não se perder nem em um, nem em outro. No idioma Traarnak: “sak sasafo”, nem 1 nem 7, ou nem muito nem pouco.

Muito simples não é? Até que comecem as primeiras complicações: alguns adeptos pregam que, para não se perder nos extremos PP, é preciso evitar ambos. Já outros dizem que isto é totalmente errado, e que o que Jara deseja mesmo é que mergulhemos em ambos.

Jara mesmo é uma deusa apaixonante e apaixonada (em todos os sentidos), uma deusa muito passional, mas gosta de cercar-se de pessoas racionalistas. Os maiores oficiais de sua marinha são também os melhores estrategistas, e são eles que se tornam os pais dos filhos de Jara.

Portanto as pessoas passionais devem se deixar guiar pelas racionais, e as racionais devem se deixar guiar pelas passionais, para atingir o equilíbrio.

O livro sagrado de Jara, Jara Sutra, é o menor dos livros sacros, com apenas 3 capítulos, sendo o do meio dedicado ao Equilíbrio. Jara não deixa quase nada escrito aos seus seguidores, o Jara Sutra não descreve rituais nem dogmas, não faz profecias e quase nada fala sobre a história de Akaŝa, há apenas uma pequena referência à criação das sereias, mesmo assim praticamente sem detalhes nenhum. Portanto é totalmente oposto ao Anĝelina Sutra.

Jara é uma deusa muito tolerante no que diz respeito às demais religiões, talvez até mais que Piro. Ela permite que qualquer deus verdadeiro seja cultuado em seu continente, tanto que é em Akvlando que ficam os dois maiores templos politeístas de Akaŝa (o terceiro fica em Fajr-Regno). Além disto, seguindo as orientações da deusa, Akvlando se manteve por todos estes séculos longe das disputas políticas e religiosas dos outros continentes. Houve algumas batalhas, mas o continente sempre evitou as guerras.

Apesar desta tolerância, ou talvez devido a ela, os julgamentos de Jara às vezes são bem imprevisíveis. Se bem que mesmo esta afirmação pode ser tendenciosa, pois os sábios afirmam que Jara é imprevisível em QUANDO julgar, mas não em COMO, e que os adeptos de verdade nunca passam dificuldades com seus julgamentos.

Como vimos que ela não deixou quase nada escrito, os ensinamentos falados, principalmente os julgamentos, são de extrema importância para entender o que a deusa deseja. Alguns teóricos do Equilíbrio simplificam a doutrina pregando que: “Você é livre para fazer o que quiser, mas seja o que faça, terá que aguentar com as conseqüências”. Obviamente os críticos dizem que este tipo de idéia é superficial demais para dar a idéia real do que de fato prega O Equilíbrio.

Um dos julgamentos mais comentados (e que, portanto, não escapa de ter várias pequenas versões diferentes) foi o julgamento do Rei Abiss. Abiss reinou por muitos anos de forma abusiva e ditatorial. Um belo dia, Jara resolveu ir pessoalmente conhecer o rei. Para esta visita, ela ainda convidou uma família de camponeses para acompanhá-la. O rei não reconheceu de pronto a deusa, para infelicidade dele (Jara não se fez anunciar com antecedência, acredita-se que propositalmente), e tratou a todos com arrogância. O Rei Abiss ainda tentou reparar as coisas, ao se dar conta que falava com a própria deusa, mandando preparar-lhe um banquete, mas ao final o julgamento de Jara foi implacável.

Ao Rei coube a pior das maldições (segundo a magia da água): Jara retirou de seu corpo toda a mana azul (todo ser vivo tem o corpo feito com uma parte mágica), o que fez com que ele fosse suando abundantemente, desidratando-se até a morte, um processo bem lento e doloroso.

Jara passou o reinado que era do Rei Abiss para a família de camponeses que ela tinha convidado. Dos antigos príncipes, o mais velho sofreu uma maldição menor que o pai, mas além de perder tudo que tinha, ainda morreu poucos anos depois. A Princesa Malica (pronuncia Malítsa, cujo nome deu origem a malícia), ainda pediu a Jara que, já que sua família tinha caído na desgraça e a outra família tinha achado graça aos olhos da deusa, se Jara visse ainda um pouco de merecimento nela, que a deixasse ser então concubina do novo rei.

Jara gostou da audácia da ex-princesa, e propôs que ela estaria livre da maldição de sua família caso ela demonstrasse capaz de proporcionar a Yagor, o novo rei escolhido, ser uma companheira realmente digna da nobreza da alma dele, e que teria de demonstrar verdadeiro amor e paixão pelo rei. E ela obedeceu plenamente à deusa, entregando-se à Yagor com extremo ardor.

Malica demonstrou uma paixão maior do que a esperada, e Jara parece ter gostado muito disto. Yagor não a quis tomar como concubina e sim como esposa e também não quis tomar outra esposa além dela, mas, segundo dizem, Princesa Malica mesmo insistiu para que Yagor tivesse ainda mais duas esposas e que não deixasse de ter filhos com ambas.

O outro casal de filhos de Abiss também acabou se casando com os irmãos de Yagor, mas as histórias deles não é tão interessante.

Outro julgamento histórico de Jara foi à ilha de Garagatá. Alguns habitantes da ilha tinham se envolvido com magia negra e associação com demônios, e apesar de Jara ter advertido os moradores da ilha, a Seita continuava crescendo. Então Jara resolveu amaldiçoar toda a ilha.

Nunca mais choveu em Garagatá, e uma forte praga começou matar todos da ilha, deixando muitas cidades-fantasmas. Os habitantes da ilha rogaram perdão à deusa, então Jara consentiu em retirar a maldição da ilha. Apesar disto as chuvas não voltaram (as fontes de mana azul da ilha estavam praticamente a zero e mesmo a deusa manipulando grandes quantidades de mana na ilha, a mana não se fixava mais na ilha) e a praga também continuou. Assim Garagatá morreu de vez e até hoje continua sendo uma ilha amaldiçoada. Um enorme muro foi feito em volta de toda a ilha, isolando-a para sempre.

ApariçõesEditar

As sereias são as preferidas de Jara, sendo assim, ela prefere passar maior tempo embaixo que em cima da água.

Isto não quer dizer que ela nos deixe totalmente desamparados aqui encima, porém não são muitos que tem o privilégio de conhecer a deusa pessoalmente. Suas aparições públicas nunca têm tempo certo para acontecer, com exceção da Terra dos Esquecidos, onde ela sempre se faz presente no fim do outono, levando o único conforto que aquele pedaço de fim-de-mundo conhece.

Uma vez a cada 40 ou 45 anos Jara resolve também ter um filho com os Humanos. Ela sempre escolhe para isto um dos melhores e mais bonitos oficiais de sua marinha (estes não são os únicos com quem ela tem relações sexuais, mas são os únicos com quem tem filhos).

Os semideuses filhos dela são sempre homens, que passam os 5 primeiros anos de vida com a mãe e depois são devolvidos a seus pais. Alguém que tenha um filho com Jara obviamente ganha muito status, maior do que muitos reis. Os lugares onde seus filhos (e os pais deles) são criados são sempre os que Jara mais aparece, pois ela sempre acompanha a vida de seus filhos.