FANDOM


As Ruínas Ancestrais Editar

Algumas pessoas, por motivos diversos, são fascinadas por ruínas antigas. Alguns esperam encontrar tesouros que possam ser vendidos a preços exorbitantes, outros que gostam de se ver como mais "nobres" buscam apenas compreender melhor a história.

Para entender o Ragnarök, temos que entender o impacto que as Ruínas Ancestrais tiveram.

Buscar ruínas do Primeiro ou Segundo Grande Assentamento sempre foi um desafio para aventureiros humanos e até de outras raças. Algumas destas ruínas porém começaram a ficar mais desafiadoras quando alguns historiadores começaram a formular uma teoria de que algumas destas ruínas eram de ANTES dos Grandes Assentamentos; e mais: elas mostravam indícios de que a civilização que viveu naquelas ruínas era mais avançada do que qualquer outra que já pisou em Akaŝa, e talvez (ou provavelmente) mais avançada que a nossa atual.

Isto por si só já seria um achado e tanto, mas especulando muito estes historiadores formularam uma teoria (ainda não totalmente provada, enfatizo) de que estas ruínas poderiam ser de um tempo ANTES da existência das Deusas-Mães, e chamaram então de Era Ancestral.

As consequências teológicas disto são enormes e podem ser catastróficas, e por isto muitos estudam e discutem estas TEORIAS com muito cuidado. Isto põe em cheque vários dogmas de várias religiões, e fica ainda pior quando, nestas ruínas se encontraram várias citações sobre possíveis deuses ancestrais.

Não dá para discutir todas as consequências disto, mas algumas perguntas foram inevitavelmente feitas:

  • Eram estes deuses, de fato deuses?
  • Seriam indícios de uma civilização herege varrida pela ira das deusas?
  • Se era, porque as deusas preferem que não se falem desta Era, ao invés de deixá-la como exemplo para os hereges de hoje?
  • As deusas teriam mentido em algumas passagens de seus livros sagrados, ainda que só por imprecisão?
  • Se o fizeram, ou mesmo omitiram, foi para nos proteger de alguma verdade cruel demais?
  • e o pior de tudo: que fim levou aqueles supostos deuses ancestrais?

Como se pode ver, são perguntas com consequências desastrosas, mas admitindo que estes deuses, eram mesmo deuses, alguma coisa aconteceu com eles, talvez antes, talvez depois das Deusas-Mães. A título de curiosidade, os deuses ancestrais mais sitados são: Dandara, Apep, Ratnæl, Kronat e Tamuz (Ancestrais), uns tais Deus-Leão e Deus-Chacal entre outro aparentemente menos importantes.

Se os deuses tiveram um fim, isto quer dizer que eles não eram assim tão imortais. E esta (suposta?) inimortalidade que é a grande pedra de tropeço: se aqueles deuses morreram, os deuses atuais também podem morrer.

Ao fim desta Era Ancestral e à morte deste deuses ancestrais (sem querer ser chato, mas repetindo: que não sabemos se se deu ou não antes das Deusas-Mães descobrirem Akaŝa) deu-se o nome de RAGNARÖK, o dia da destruição total, o dia em que até os deuses morrem.

As experiências de Piro Editar

Tudo isto não passariam de lendas e mitos, talvez lendas e mitos perigosos, mas ainda assim não dignos de maiores preocupações, se não fossem algumas atitudes de Piro que fez Akaŝa pensar, e talvez pensar mais do que deveria.

Já escrevi outros livros que falam de Piro, mas vai ser impossível não me repetir. Uma das características de Piro quando jovem (e jovem para deuses são séculos) é a sua curiosidade, principalmente quanto à magia, ele sempre quis conhecer os limites da magia. Para um mago normal isto é uma qualidade admirável, mas para um deus isto, como veremos, é catastrófico.

Sempre acreditamos que os deuses são invulneráveis, nem as melhores armas com os melhores guerreiros seriam capazes de sequer arranhar a pele deles. Sendo assim, ninguém é louco o bastante para atacar um deus, a não ser outro deus.

Sabemos que Jara e Anĝelina já tiveram muitas discussões, mas não sabemos se uma já chegou a atacar a outra, mas Piro e Tamuz já travaram incontáveis combates entre si.

Os deuses nascem poderosos, mas não oniscientes, e Piro queria estudar tudo: história, magia e até as artes marciais que via os humanos praticando. Mas como não tinha nenhum oponente humano a altura, provocava o primo para treinarem. Por muitos anos eles fizeram isto apenas por diversão.

Tamuz era mais forte, e quase sempre ganhava as brigas, porém Piro muitas vezes conseguia ferir Tamuz também. Para encurtar, pois as disputas deles não são o foco aqui: percebemos com isto que um deus pode ferir outro deus.

Os deuses também não precisam comer, mas o fazem por diversão, e também por diversão, Jara caçava algumas vezes. É claro que Piro também gostou da ideia, e mesmo as caçadas sendo fáceis demais para ele, ainda que tentasse não usar seus poderes, começou caçar habitualmente, de preferência no continente do primo, pois era onde haviam presas mais diversas. Um dia, quando estava ainda com 342 anos, Piro pegou o tridente de Jara para uma caçada, sem avisar a ninguém. Porém as Armas Espirituais possuem certo nível de consciência, e o tridente se voltou contra Piro, ferindo-o. Ele não abafou o caso, então descobrimos que os deuses podem ser feridos por armas espirituais.

Não satisfeito, Piro queria treinar com humanos e centauros, e para isto gastava seu poder mágico o máximo que podia, de forma nada econômica. Ficava horas queimando Prana pura, algo que poderia acabar com um mago comum em menos de um minuto, e assim ficava mais fraco, mas ainda lutava por horas, contra três dúzias de soldados que se revesavam. O primeiro guerreiro a conseguir fazer um pequeno corte na testa de Piro, profundo o bastante para arrancar algumas gotas de sangue foi Marfeu, os soldados ficaram com medo que a ousadia (mesmo tento sido convocados para isto) fosse punida, mas Piro parecia satisfeito ao ter, pela primeira vez conseguido gastar mana o bastante para se tornar vulnerável, e aí entrou a descoberta mais perigosa para a teologia: os deuses podem sangrar quando gastam muita de sua Prana.

Se poderiam sangrar, então poderiam morrer, o que estimulou mais especulações sobre os deuses ancestrais, agora era, embora ainda teoria, mas uma possibilidade real que eles tenham mesmo sido outros deuses, e tenham morrido de verdade. Mas se este Ragnarök existiu, não influenciou mais nossas vidas. Talvez as únicas afetadas pelo Ragnarök da Era Ancestral fossem as deusas-mães.

Mas Piro continuou treinando, e gastando sua mana de formas variadas e não muito prudentes. Quando ele tentou, contrariando seus professores, acelerar estas formas de queima, ele acabou causando explosões que mataram alguns destes professores e outros amigos do deus, que pela primeira vez se lamentou por seus erros.

Piro começou pedir que as pessoas que iam treinar com ele se mantivessem afastadas enquanto ele gastava Prana, mas esta distância sempre aumentava, e um dia Piro causou uma destruição de dois quilômetros de raio, destruindo uma vila que estava a um quilômetro de distância dele. Novamente ele causou as mortes sem querer.

Então, para segurança de seus súditos (e do resto todo), Piro começou fazer suas experiências com magia mais ousadas no meio do deserto, já que Fajr-Regno tinha muitos desertos.

Apesar de Piro manipular a mana do fogo e a Prana pura, ele não consegue manipular a mana de outros elementos, e isto era uma pequena frustração para ele. Nas experiência no deserto ele percebeu que, embora não pudesse manipular outros elementos, os elementos mágicos REAGIAM a outros elementos mágicos, e assim ele causava efeitos do ar e na terra do deserto, usando o fogo.

O dia do Ragnarök Editar

Foi no dia 7 do mês do Rato (tinha que ser o mês do Rato! Coisas assim sempre acontecem no mês do Rato!) de 1327 jP que Piro mais uma vês nos demonstrou a que ponto sua imprudência poderia chegar.

Tendo visto que a mana do fogo poderia influenciar a mana do ar e da terra, faltava testar como ele poderia influenciar a água, e Piro pensou (se é que ele pensou): "Onde treinar a água sem que machuque nenhum inocente?" e resolveu ir justamente para o meio de Larmmaro, simplesmente o maior oceano do planeta.

"O que poderia dar errado?" É sério, ele realmente não imaginou (ou se imaginou, ignorou) que alguma coisa poderia dar errado numa simples experiência mágica de nível divino logo acima de trilhões e trilhões de litros de água?! E este é o maior motivo pelo qual muitos passaram a odiá-lo visceralmente (embora alguns poucos tenham-no perdoado por sua "pequena" burrice).

Bem, quando chegou NO MEIO do oceano, ele avisou para as sereias no local avisar as demais e se afastarem. Deve ter sido a única coisa inteligente que ele fez no dia. Dizem que algumas sereia até tentaram avisá-lo que seria imprudente demais uma experiência mágica ali, mas ele simplesmente esperou as sereias se afastarem.

Com este tempo, as sereias conseguiram avisar Jara, que na hora percebeu o nível de burrice astronômica do sobrinho, e correu para impedí-lo. Mas mesmo sendo uma deusa, Jara chegou cerca de dois segundos atrasada.

Piro descarregou TODO seu poder mágico de uma única vez, e gerou uma reação em cadeia da qual não existem adjetivos suficientes para dar uma ideia. Na primeira fração de segundos, o poder do fogo dele explodiu para todos os lados, na fração de segundo depois os demais elementos reagiram. O primeiro elemento foi o ar, que tentou implodir para "segurar" o poder do fogo. Isto causou um "rasgo" entre os dois fluídos mágicos que se materializou num raio de disruptura de mana. A forma deste rasgo é até hoje vista no Rio da Serpente, na Ilha dos Exilados.

Em seguida ele conseguiu o que queria, pois o fogo reagiu com a água, comprimindo bilhões de litros de água abaixo de seus pés, resultando num empuxo de trilhões de litros de água (e isto só a parte física, nem falei da parte mágica). Segundo relatos passados por pessoas que ouviram relatos de Jara, a deusa das águas estava a poucos metros quando isto aconteceu, e canalizou TODO o poder dela para segurar o máximo da água e da mana azul naquele momento, e graças a ela que tudo não ficou ainda pior.

A onda que Jara conseguiu bloquear deveria ter um quilômetro de altura, mas ela não conseguiu para-la totalmente, apenas reduzir seus efeitos. Com isto Akvlando foi preservado, exceto por Metilene e Jaraŝé que eram as ilhas mais próximas e sofreram grande destruição. Os demais continente sofreram mais, embora sofreriam ainda mais sem a intervenção de Jara.

Anĝelina sentiu a disruptura de mana poucos segundos depois que ela ocorreu, e também tentou preservar Ajros. Tamuz, apesar de ser um deus poderoso, ainda não era tão experiente, e demorou um pouco mais para perceber a disruptura de mana, e quando percebeu ainda ficou sem saber qual a melhor forma de proteger seu continente, e mesmo fazendo o melhor, Gaja foi o continente mais atingido de todos.

Isto foram só os primeiros segundos após Piro liberar seu poder, mas as manas do fogo e da água ficaram quase uma hora tentando se expandir, enquanto as manas da terra e do ar tentavam implodir com Piro (uma das coisas que sabemos é que pelo menos ele sentiu muita, muita dor). Depois a magia ficou reagindo em ondas. As manas se alteraram, fogo e água começaram a implodir e ar e terra começaram expandir. Uma massa de terra, que hoje é a Ilha dos Excluídos emergiu no exato lugar em que Piro estava, Fajr-Regno e Ajros foram quase totalmente separados pois o Ragnarök rasgou o até então pequeno Desfiladeiro Selvagem; Gaja foi inundada e "amarrotada", suas cidades destruídas, montanhas surgiram do dia pra noite, e outras montanhas sumiram no dia seguinte; vários portais interplanares brotaram em tudo que é canto de Akaŝa.

Em apenas poucas horas a maioria da vida de Akaŝa morreu, e os desastres físicos duraram dois meses até se acalmar. Resultado total: 70% da vida e do planeta destruídos. Os acidentes mágicos duraram ainda mais.

Com isto, este dia ficou conhecido como o Ragnarök, quer tenha o anterior existido ou não. Piro, depois de causar isto tudo, caiu inconsciente por vários dias. Tamuz com raiva tentou caça-lo, mas a mãe de Piro, Anĝelina, o havia escondido. Obviamente não foi só Tamuz quem ficou com muita raiva de Piro.

Nos dias seguintes os sobreviventes só pensavam em continuar sobrevivendo; muitos só descobririam o que aconteceu meses depois, muitos morreriam sem entender. Muitas pessoas ficaram dias sem encontrar qualquer outra pessoa viva, pensando que talvez fosse o único sobrevivente no mundo. As pessoas demoraram em torno de um ano inteiro só para sair do estado de choque.

E no ano seguinte, toda Akaŝa virou uma terra sem lei, iniciando um período conhecido como A Guerra das Reconquistas.

A Guerra das Reconquistas Editar

As pessoas fizeram o máximo para sobreviver nos dias seguintes. Alguns montaram grupos solidários, buscando refazer o que tinham, outros simplesmente pegavam o que os mortos tinham deixado para trás, afinal não iam precisar mais. Porém não demorou muito para que a escassez transformasse os sobreviventes em predadores. Roubos, fanatismo, estupros, assassinato dos "mais fracos" para não comprometerem grupos, tudo passou a ser justificado.

O primeiro ato de guerra organizada partiu de Gaja. Um grupo foi formado no dia 20 do mês de Serpentário de 1328 (pouco mais de um ano depois) embarcou rumo a Fajr-Regno, no começo não parecia um grupo muito organizado, foram apenas roubar recursos, pois o que faltava em Gaja, sobrava em Fajr-Regno. Para conquistar mais guerreiros no caminho, eles diziam que: "É justo que Fajr-Regno pague para reerguer Gaja, já que foi o deus 'deles' que destruiu tudo!" Ninguém realmente precisava de desculpa nenhuma, mas quando a guerra se tornou "justa", as pessoas aderiram com mais facilidade.

Vários aventureiros tentaram achar as ruínas de Kerflej (antiga capital de Gaja) ou cidades próximas, pois ela era famosa por sua abundância de metais, que faltavam em todo resto do continente, mas a região estava tão destruída que era mais fácil ir para outro continente buscar metais, mesmo que tivessem de ser tomados à força.

Ao poucos Gaja foi conquistando cidades costeiras em Fajr-Regno e Ajros e até em Akvlando. Mesmo o povo de Ajros que é mais pacífico teve de reagir. No começo Ajros também se voltou contra Fajr-Regno, procurando como os gajanos uma espécie de indenização pelos dados sofridos, mas depois teve de fortalecer suas barreiras contra as investidas de Gaja.

Aproveitando as revoltas contra Fajr-Regno e contra Piro, os gajanos tentaram convencer os akvlandanos a atacarem também, e com isto Gaja teria acesso a todas as minas de metal de Fajr-Regno.

Mas Jara nunca permitiu que seu povo fosse para a guerra, embora em alguns momentos ela até tenha se sentido tentada. Mas por maior que tenha sido a culpa de Piro, os fajrenses não poderiam pagar por estes erros.

Esta recusa fez com que os gajanos considerassem os akvlandanos traidores, em especial os adeptos de Tamuz e adeptos de Jara, pois segundo eles Jara deveria apoiar o filho já que Tamuz começou caçar Piro, e a causa dele era justa.

Akvlando não entrou diretamente na guerra, mas começou sofrer pelas chuvas, que levaram as ilhas à fome, como Gaja não poderia ter ajuda de guerreiros de Akvlando, o exército de Gaja, com amplo apoio do rei, começou então a convocar mercenários de Akvlando, usando a comida como moeda. Surgiu em Akvlando então uma nova era de piratas. Não eram tão treinados como os piratas de antigamente, pois na maioria eram cidadãos comuns e famintos que se vendiam como mercenários em troca de comida, mas a guerra durou anos, e isto deu tempo deles se aperfeiçoarem.

O continente virou um caldeirão de intrigas, e mercenários foram contratados tanto da parte de Gaja como de Fajr-Regno, fazendo "serviços" em ambos os continentes e ainda em Ajros e mesmo em Akvlando, o que importava era quem pagasse mais.

Assim, por volta de 1370 jP toda Akaŝa estava em guerra, e não apenas uma, mas todos os continentes tinham motivos próprios para atacar os outros três. Enquanto isto, os fluídos mágicos, que estavam caóticos até então (bem mais caóticos que a magia já é normalmente), começaram a se estabilizar. Há até quem chame o ano de 1370 de "O Grande Assentamento Mágico" ou mesmo o "Terceiro Grande Assentamento". E a magia não apenas estabilizou, como ela intensificou-se. Quase todas as pessoas nascidas próximas a esta época tinham ou despertaram o Dom, os magos se tornaram poderosos, de TODOS os elementos. Uma onda de prosperidade física começou surgir, pois a magia começou ser usada para concertar os estragos físicos. Porém uma onda de magos tirânicos também surgiu, e as guerras continuavam.

Em Ajros, um guerreiro se destacava: Hades. Era um humano que lutava ao lado dos anjos, por Anĝelina. Hades conseguiu muitas vitórias, mesmo que seu Dom tivesse despertado para o pior elemento para um seguidor da Sagrada Conduta: a Magia Negra.

Junto com alguns generais que confiava, como Lorde Usa e General Naximores, Hades conquistou várias cidades para Ajros, inclusive no litoral destruído de Gaja, agora um Pantanal. Ele liderava com mãos de ferro, sendo comparado à antiga heroína de Ajros, Heleina.

Com a magia só aumentando e os magos ganhando força (e para não esticar demais) em 1379 jP Ades (já sem H para não ter suas glórias divididas com Heleina, que era quase idolatrada em Ajros) resolveu que se nível de poder agora se igualava ao dos deuses, e se proclamou como um deus. Claro que isto foi tomado como heresia pelos quatro deuses verdadeiros e seus seguidores, mas Ades não se importava mais, e declarou de a Sagrada Conduta estava mesmo limitando sua grandeza a um tempo e mandou tudo para o inferno. O antes herói que lutava ao lado dos anjos, agora se tornou o novo vilão (bom que o povo esqueceu um pouco de Piro) que lutava ao lado dos demônios.

Os demônios tinham crescido muito em número, por vários motivos: Muitos portais interplanares que levavam do Inferno para o Plano Material foram abertos no Ragnarök, os demônios eram bastante férteis, e os íncubos e súcubos fizeram muitos híbridos com humanos nesta época, principalmente de Fajr-Regno, os demônios conseguiam transplanar e reencarnar com mais facilidade e ficavam sexualmente maduros bem mais rápido que humanos.

Ades fundou um tempo de terror então, e ele não respeitava nem mesmo os demônios que lutavam a seu lado. Os ajrenses ficaram tão envergonhados ao ver o tamanho da cagada que tinham feito, que se retiraram de todas as guerras e "fecharam" o continente, ninguém mais entrava ou saía. Os Guardiães fizeram uma intensa campanha para restaurar os valores perdidos da Sagrada Conduta.

O crescimento da mana durou até 1390 jP, alguns acreditavam que Ades estava de alguma forma envolvido neste aumento global de mana, então, no dia 21 do mês do Rato (porque estas coisas sempre acontecem no mês do Rato?) a mana simplesmente sumiu de Akaŝa, encerrando a Era dos Magos. Isto se deu de forma abrupta: até o dia 20 do Rato os magos experimentavam uma abundância de mana que nunca tinha sido registrada antes, tanto que até os centauros estavam usando magia, e no dia 21 TODOS os magos acordaram sem nenhum poder e sem capacidade de sentir o mínimo de mana a sua volta. Alguns artefatos mágicos conservaram seu poder por mais cinco dias, mas depois também perderam suas propriedades. Nenhum milagre aconteceu por anos e nem se tiveram notícias dos deuses nesta época (Obs.: no começo das Guerras de Reconquista, embora os deuses estivessem aparecendo menos em público, haviam notícias que estavam ajudando todas as raças a recuperar-se dos efeitos do Ragnarök), as fadas também não foram vistas neste período.

No mês da Borboleta de 1402 jP a mana (e consequentemente a magia) começaram voltar timidamente. Os primeiros a revelar ter reconquistado algum poder mágico foram os ajrenses. Atribuíram isto ao movimento de purificação que fizeram, na busca de voltar a obedecer a Sagrada Conduta. Cerca de um mês depois algumas pessoas em algumas cidades de Akvlando também começaram a (re)despertar o dom, e nos meses seguinte mais e mais pessoas em toda Akaŝa voltaram a sentir a mana fluindo no mundo.

Com o tempo a concentração e o fluxo das manas e da Prana voltaram ao que era antes do Ragnarök, e assim permanecem até hoje. Apesar de, didaticamente chamarmos de Guerras de Reconquistas todo período de 1328-1428, foi realmente de 1402 a 1428 que as guerras se tornaram realmente de REconquista, pois os continentes já não investiam mais em conquistar novas terras, queriam apenas reconquistar o que tinham antes do Ragnarök. Ninguém aguentava mais uma guerra tão longa, acordos foram feitos e até alguns crimes de guerra perdoados. Gaja foi o último a devolver todas as cidades conquistadas a seus respectivos continentes em 1426, mas só em 1428 o último pelotão sobre ordens de Gaja deixou Fajr-Regno, no dia 10 de Serpentário, 10 dias antes da guerra fazer um século.

A guerra acabou sem vencedores oficiais, pois os quatro continentes estavam desanimados, pode-se dizer que a guerra acabou por exaustão. Claro que deixei muitos fatos de fora, pois dariam para escrever dezenas de livros sobre este período.