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Tamuz 3
Deus da terra, da agricultura, da fertilidade, da força, da caça.

AparênciaEditar

De todos os deuses, Tamuz é o que menos aparece aos Humanos e acredita-se que às outras raças também, portanto não se sabe muito sobre a aparência dele. Sabe-se que é o mais forte de todos os deuses, e sempre representado com músculos bem trabalhados, também se sabe que é o que tem a pele mais escura, quase negra.

Outra característica peculiar de Tamuz é ter três olhos. Em uma luta com Piro, Tamuz teve os olhos queimados, o que o cegou por um tempo, com isto Tamuz abriu um terceiro olho em sua própria testa, o que lhe deu sentido de infravisão (não enxergava as coisas em si, mas o calor dos corpos), depois de um tempo ele recuperou a visão normal, mas continuou com o terceiro olho na testa, embora mantenha-o quase sempre fechado.

Tamuz é representado vestindo uma cabeça e pele de animal, como um troféu, normalmente um leão, lobo ou tigre, que ele tenha caçado, muitas vezes ele é representado ao lado de um enorme urso-pardo também.

Arma e SímbolosEditar

Clava da JustiçaEditar

Tamuz não se preocupa com armas, pois quando entra em algum embate, simplesmente arranca uma árvore do chão e dá com ele no crânio do infeliz que está no seu caminho. Assim, ao materializar uma arma, ele preferiu a forma mais simples: uma clava. A justiça, segundo Tamuz, é relacionada à força e, embora a Lei do Mais Forte tenda a predominar, a justiça também é uma questão de fortalecer os oprimidos. Portanto sua clava é materializada pela força, pela união e pela tranqüilidade de consciência, pois segundo Tamuz “o injusto pode não ter nenhuma consciência, mas nunca pode ter uma consciência tranquila. Eis como se conhece o justo”.

MachadoEditar

Tamuz representa a fertilidade, principalmente os frutos da terra (árvores e vegetais em geral), mas também representa a necessidade de matar os frutos ruins, e o machado (e algumas vezes a foice) representa o lado do controle (não se considera um lado DESTRUTIVO, pois tudo que ele mata é para que não atrapalhe algo melhor de crescer, ao contrário na forças negras e também do fogo, que destroem pelo simples ato de destruir).

UrsoEditar

Há quem diga que o urso seria como um companheiro de estimação de Tamuz, outros vão mais além e dizem que, desanimado com os Humanos e outras feras, Tamuz prefere assumir a forma de urso (ou outras bestas) para assim viver mais plenamente com quem realmente importa: a natureza selvagem.

DoutrinaEditar

A doutrina de Tamuz é conhecida como Chamado da Justiça. Em algumas coisas ela até se assemelha à doutrina O Equilíbrio de Jara, mas para Tamuz, o equilíbrio justo é um equilíbrio que pende para o mais forte.

“O mais útil, o que produz mais, merece o melhor. Os parasitas merecem a morte.” Parece bastante simples, mas quando se trata de doutrina sempre aparece alguém para fazer besteira: Com o tempo, os teóricos enfatizaram só a questão da força física da doutrina de Tamuz, mas a Lei do Mais Forte prega duas forças: a física e a moral.

Segundo o Chamado da Justiça, quem é forte fisicamente, mas fraco moralmente, não tem verdadeira força, e merece perder a força que acredita que tem. Esta parte da doutrina é negligenciada (propositalmente?) pelos teóricos.

Por outro lado, quem é fraco fisicamente, mas forte moralmente, deve usar a sabedoria para se unir com outros que também ter esta força moral, para buscar outro tipo de força: a força da união. “Um mais um são sempre mais que dois”.

Como Tamuz é o deus da fertilidade, tudo que é considerado inútil é combatido. Por exemplo: Em Gaja tem-se o hábito de jamais recusar ofertar água e alimento a viajantes, mesmo que nunca os tenha visto antes. Mas se alguém for mendigar alimento na cidade, pode ser preso por vadiagem, pois vadiagem é tida como crime.

Os bardos e demais artistas nem sempre são bem aceitos em cidades mais conservadoras (como Nadias), pois muitos consideram que tentar viver de música é uma forma disfarçada de se vadiar.

A infertilidade também é tida como uma maldição; mulheres que não tenham filhos podem ser até sacrificadas por causa disto, os homens que também não consigam engravidar uma mulher não chegam a ser sacrificados, mas são obrigados a viver fora das cidades, como caçadores (ou trilheiros). Sofrer um aborto também é tido como maldição e desonra.

Tanto que, ao contrário da Sagrada Conduta de Anĝelina, onde as mulheres devem se casar virgem, o Chamado da Justiça declara que as mulheres só podem se casar ao completar seis meses de gravidez. Quando um casal decide se tornar noivos, eles têm um ano para tentar que a mulher engravide (em algumas circunstâncias pode ser estendido para um ano e seis meses), caso isto não ocorra eles devem procurar novos pretendentes e tentar de novo, pois nunca se sabe ao certo se a culpa é do homem ou da mulher.

Caso um deles falhe nesta nova tentativa (nobres ou descendentes de altos militares podem ter até três tentativas com pretendentes diferentes), eles passam seis meses em templos de Tamuz, onde tem a última tentativa de ter um filho com os sacerdotes ou sacerdotisas de Tamuz, caso esta última tentativa funcione, os pais destas crianças são considerados como cumpridores de seu dever de procriadores (embora sejam considerados como quase amaldiçoados pela sociedade), mas seus filhos, chamados de “filhos da fé” passam a ser criados pelo monastério onde foram gerados, os pais podem visitá-los, mas não são diretamente responsáveis pela criação destes.

Mulheres que tenham apenas um ou dois filhos e que por fatalidade se tornem viúvas antes dos 40 anos têm a obrigação de casarem novamente, ou passarem a adotar uma vida como religiosas. Se ela já tiver três filhos é considerado que cumpriu seu dever, e não precisa se casar novamente. De qualquer forma não é visto com bons olhos uma mulher ainda jovem permanecer viúva, e isto vale até para mulheres com 40 e poucos, mas que ainda sejam bem conservadas.

Segundo a doutrina de Tamuz, um homem pode ter duas mulheres, um alto militar pode ter três, e um nobre pode ter até quatro, mas em todos os casos, só os que puderem sustentar E BEM todas as mulheres e filhos delas. Além das esposas, todo homem pode ter quantas concubinas quiser. Estas e seus filhos não têm quase direito nenhum, e pouco estão acima da condição dos escravos.

Um homem sem filhos pode também casar-se com uma viúva que já tenha filhos, para evitar ter que tentar ter um filho da fé ou talvez até coisa pior. Nas cidades mais liberais (como Blualando) o inverso também pode acontecer, uma mulher se casa com um viúvo ou se torna uma segunda esposa e adota os filhos da(s) outra(s) esposa(s) como se fossem seus.

Em Amazonæa, as guerreiras que se destacam também ganham direito de terem mais de um marido, mas estes casamentos não são reconhecidos pelo resto de Gaja.

ApariçõesEditar

De todos os deuses, Tamuz é o que menos gosta de aparecer. Só em sua infância que ele podia ser visto. Nos primeiros anos, enquanto os deuses ainda não tinham dominado seus poderes plenamente, Piro e Tamuz se envolviam em brigas constantes. Suas mães talvez tenham subestimado estas brigas, acreditando serem apenas “coisas de crianças”.

O problema começou ficar mais grave quanto Piro começou manipular o fogo, e começou usar Tamuz (mais forte, porém ainda sem poderes mágicos) como alvo para suas experiências. Anĝelina só advertia o filho quando estas brincadeiras chegavam a ferir gravemente o primo.

Claro que, quando Tamuz aprendeu a dominar a terra, ele também passou a usar Piro como alvo. Como ambos eram muito fortes, isto continuou sendo encarado como mero treino por muitos anos, e portanto não se sabe quando Tamuz parou de considerar as disputas entre eles como treino ou brincadeira e passou a ter verdadeiro ódio de Piro (sabe-se que Piro ainda as considerava como brincadeira mesmo vários anos depois de Tamuz já considerar como duelos sérios).

O primeiro ato de Tamuz de se afastar de Piro foi criar seu próprio continente, Gaja. Piro criaria Fajr-Regno cinco anos depois. Tamuz foi também o primeiro a criar uma Gran-Elemental, e deu a ela o mesmo nome de seu continente. Para provocar Piro, Tamuz deu à Elemental Gaja belos e longos cabelos vermelhos vivos, depois Tamuz propôs que Piro treinasse um pouco com Gaja também.

Como Piro tendia a prestar muito mais atenção na beleza da Gran-Elemental, seus cabelos ruivos, seus olhos verdes e suas mamas fartas (outra qualidade que Tamuz sabia que Piro era apaixonado), e talvez até um pouco por cavalheirismo, Piro apanhava para valer de Gaja, que era quase tão forte quanto um deus (e representada normalmente com músculos bem mais destacados que uma mulher comum), o que divertia Tamuz. Lembrando que nesta época Piro ainda estava levando tudo na brincadeira, enquanto Tamuz já o considerava um inimigo.

De qualquer forma, quanto mais o tempo passava, menos Tamuz aparecia, e depois do Ragnarök, apareceu apenas para declarar guerra a Piro e Fajr-Regno nos dias imediatos, o que acabou gerando uma disputa com sua própria mãe, ao qual ele perdeu. E depois disto foi também impedido de atacar Piro diretamente por causa de Anĝelina; desde então Tamuz se isolou na floresta e dele só se escutam boatos.

Há até quem diga que já morreu, e outros que dizem que Tamuz se faz passar por um humano comum, para vigiar o povo de seu continente de perto (alguns acreditam que o guerreiro Ŝangô seja Tamuz disfarçado). Os boatos sobre as aparições de Gaja na floresta são maiores que as das aparições de Tamuz, mas sempre há quem diga que encontrou-se com o próprio deus, e alguns dizem que ele tomou a aparência de um urso para viver na floresta.